Você é o Ator Principal da sua Vida?

Você é o Ator Principal da sua Vida?

Autor: Palestrante Marcos Torres Leão

Você diria que a sua vida está sendo conduzida do jeito certo? Quero dizer, você tem o tipo de vida que sonhou ou você simplesmente vai tocando como dá?

Você está vivendo o roteiro ideal de sua vida ou de outras pessoas? Será que você está entregando seu papel de protagonista e deixando os outros ditarem as regras e como você deve viver?

Abandonamo-nos para satisfazer a vontade do cônjuge, dos filhos, dos nossos pais, do nosso chefe, amigos, familiares e etc. Deixamo-nos para segundo plano porque as nossas emoções não estão saudáveis, não são tratadas e muito menos bem resolvidas.

Quando nos damos conta, nem sabemos ao certo quais são os nossos gostos, desejos e sonhos. O nosso papel de protagonista ficou para outrem e acabamos tão anulados e tão desalinhados que nem reclamamos o nosso lugar, que possivelmente foi tomado ou entregue de mãos beijadas.

Você já se sentiu assim?

Até parece que você está aqui para, única e exclusivamente, servir os outros e, não há nada além dessas responsabilidades que explique a sua existência. Entretanto, isso é uma mentira, você é um ser peculiar com sonhos, vontades e anseios específicos que devem ser levados em conta.

Talvez até este exato momento, você não tenha se dado conta da proporção que tomou essa renúncia que você permitiu invadir a sua vida, mas chegou a hora de “parar tudo e descer”.

A sua felicidade não pode ser mais roubada, ou pior, tirada de você “bem na sua frente” sem que você reaja. Você precisa se posicionar, e precisa ser agora!

Quando nos anulamos ao ponto de ficarmos infelizes

Hoje pela manhã, eu estava no supermercado e avistei dois idosos avançados em idade. Por um minuto pensei que fossem marido e mulher, afinal ambos aparentavam a mesma idade fisicamente, mas ao passar por eles pude ouvir o seguinte diálogo:

– “Mãe, você sempre quis ter uma filha mulher, agora quer que eu seja mulher também”?

Ela sem ouvir e entender ao certo o que disse o filho, respondeu distraída: “O quê?”

Pela expressão dela, certamente não estava pensando nada daquilo e nem mesmo queria que o filho fosse uma mulher, mas ele deduziu isso, e talvez tenha carregado essa crença limitante em sua mente até a velhice. Que triste!

Este episódio me fez refletir: O que levou aquele senhor de alta idade ainda estar questionando “essa história” num momento de compras com sua mãe e resmungando por achar que ela queria uma filha mulher ao invés dele, um homem?

Será que ele foi um adolescente tardio, que teve dificuldades de abandonar o ninho e bater asas por ter uma história mal resolvida?

Será que ele era emocionalmente apegado com a mãe e não conseguiu cortar a ligação e construir a sua própria vida, por isso se encontrava num mercado colocando em pratos limpos suas mágoas?

Será que ele viveu acreditando nesta mentira da mãe não desejá-lo e passou a vida tentando compensar os pais por ser um homem?

Como especialista Erickisoniano, consultor de psicologia positiva e analista comportamental entre outros, eu não pude evitar tantos questionamentos, com certeza deviam existir inúmeras explicações para aquele senhor estar se sentindo frustrado, e não cabia a mim desvendá-las. O fato é que aquele homem não era o protagonista de sua vida há anos, e isso era notável.

Imagine você chegar ao fim da vida e perceber que entregou de bandeja o roteiro de sua vida a outrem?

A problemática central entra cena quando nós deixamos “o outro” ser o personagem central da nossa vida, e o outro pode ser representado por seu parceiro de vida, os filhos, os pais, os líderes ou alguém que amamos e etc.

Talvez “o outro” tenha tido grande influência em sua vida no passado, seja um indivíduo que te impulsionou a conquistar novos status, te provocou a libertar-se de suas obscuridades internas, alguém que fez parte de uma fase importante de sua vida ou até mesmo uma pessoa que participou nas tomadas de decisões mais difíceis que você já teve, todavia, ainda assim, o “outro” não pode ser o centro da sua vida.

Se você observar que tem girado em torno de outras pessoas, que tudo em você, tudo o que você faz ou decide tem ligação com os outros, neste caso você deixou de ser o protagonista do seu existir.

Algumas pessoas chegam a acreditar que estar no centro da própria vida se trata de egoísmo, entretanto isso é um equívoco. Ser o protagonista da sua vida é uma questão de equilíbrio e inteligência emocional. Portanto, se você ainda não ocupou o espaço que é seu por direito, agora é a hora.

Que tal “tomar o seu lugar de protagonista em sua existência”?

A dica de ouro está em eliminar qualquer ligação com a evolução da sua vida á outras pessoas.

Se você cresceu como sujeito após relacionar-se com “o outro” seja grato, mas não faça do outro o seu sol nem dê todo o mérito a ele. Você não precisa girar em torno da luz alheia, uma vez que, você tem seu próprio brilho e teve participação exclusiva em sua mudança.

Somos gratos a toda inspiração, motivação e força que “o outro” nos proporcionou, mas ei, somos a pessoa mais importante de nossas vidas entende? Não entregue mais ao outro a responsabilidade de ser feliz, um ser realizado e próspero. Não entregue ao outro o mérito de sua evolução, porque certamente isso acabará em frustração.

Vladimir Maiakóvski disse: Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor próprio.

Logo, recupere seu amor próprio, abandone a plateia e suba para o palco em que lá você é o protagonista de sua vida. Pense nisso!

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Gratidão.

MARCOS TORRES LEÃO
Consultor, Master Coach, Treinador e Palestrante