Ser Feliz é Possível!

Ser Feliz é Possível!

Autora: Palestrante Iracy da Costa

Gostaria de começar refletindo com a frase de Dr. Bruce Lipton, em seu livro Biologia da Crença, onde ele diz: “A maioria das pessoas vem ao mundo com uma carga genética capaz de lhes proporcionar uma vida Feliz e Saudável.”

Porém, vivemos em uma época em que a humanidade sofre de tristeza. Por quê?

Segundo a OMS- Organização Mundial da Saúde – a depressão é o “Mal do Século”.

A depressão, é definida como um transtorno mental caracterizado, principalmente por tristeza persistente acompanhada de falta de ânimo, e não raro, acompanhada de outras doenças decorrentes do estado depressivo.

De onde vem a tristeza, a falta de ânimo, que incapacita o ser humano?

A tristeza vem da falta de esperança – desesperança, do não acreditar. Quando deixamos de acreditar de somos capazes de encontrar respostas/saída para as mais diferentes situações, entramos em um estado de desesperança, ou seja, deixamos de acreditar que é possível fazer ou ser diferente, não esperamos mais pela mudança, pela solução, não vemos saída o que equivale a tornar-se prisioneiro em si mesmo.

Vivemos em uma sociedade contraditória, que ora cobra sucesso, ora nos diz que é pecado ter ambição; que coloca o trabalho como redenção e castigo; que vê no passar do tempo, no avanço dos anos, por si só como degradante; que fala de paz e estimula a guerra (disputas constantes); que diz que somos iguais, mas nos diferencia a todo instante; onde beleza ainda é sinônimo de juventude e magreza. Entre outras tantas contradições.

Tudo isso cria ao longo do tempo uma carapaça que aprisiona, que impede a visão do caminho, da saída.

Mas o que é afinal Felicidade?

Para Emmanuel Kant, Filosofo – 1724 – 1804 – “Felicidade é a condição do ser racional no mundo, para quem, ao longo da vida tudo acontece de acordo com seu desejo e vontade”.

O que Kant nos diz é que o ser humano é capaz de conduzir a sua vida. Que a felicidade é uma condição, ou seja, o resultado de um conjunto de fatores atuantes. Portanto, é resultado e não causa.

Felicidade também tem a ver com equilíbrio, que em física, significa condição de um sistema em que as forças que sobre ele atuam se compensam. Ou seja, o resultado do que nos afeta é proporcional ao significado que damos a ele.

O homem do nosso século perdeu-se na confusão das crenças construídas/ditadas por poucos.

A ciência convencional, que muito contribuiu e contribui para a humanidade, também impõe padrões rígidos como forma de parecer um “ser consciente”. Tudo o que não é “cientificamente comprovado”, não é digno de ser considerado.

Tendo em vista que o número de cientistas que de fato “provam” suas teorias é infinitamente pequeno em relação a população que passa a segui-las, apegando-se e defendendo-as, podemos dizer que somos “co-mandados” por crenças na sua maioria, deterministas e muitas vezes catastróficas, ditadas por poucos.

Sendo a manifestação da depressão um estado de tristeza, de desânimo, onde está a sua fonte?

Eu ouso dizer que está na falta de conscientização da essência da vida. Tristeza e falta de ânimo são consequências do adoecimento/enfraquecimento da alma (do latim = princípio vital, anima – sopro – ar), aquilo que mantem a vida.

Quando perdemos o “ânimo” estamos caminhando para a morte. “Deixamos de respirar”. Não é coincidência que pessoas ansiosas, comumente relatam falta de ar.

Cito novamente o Dr. Bruce Lipton – “O destino de nossa vida é determinado por nossas respostas aos sinais do meio ambiente que impulsiona e controla todo o tipo de vida”. Ele diz ainda: “Ao buscar a mudança especialmente de nossas crenças e implementá-las, conquistamos Saúde em seu sentido pleno”.

Podemos mudar a qualquer momento o curso de nossas vidas mudando as nossas crenças. O que não é tão fácil pelo fato de sermos bombardeados diariamente com informações que as alimentam. O medo implantado pelo determinismo cientifico mantem a ignorância. Temos medo de nos expor, de sermos tachados de ignorantes, sendo mais cômodo repetir o que está “comprovado”, assim sendo, o medo de parecer ignorante mantém a ignorância que alimenta os padrões ditados. Como estes padrões são incapazes de dar respostas à maioria das angustias do ser humano, este passa a se sentir descrente e incapaz.

Felizmente, contamos cada vez mais com seres corajosos que ousam contrariar esses padrões, mesmo que suas teorias nem sempre possam ser demonstradas e/ou materializadas.

O advento da física moderna tem apontado caminhos, mas ainda pouco difundidos ou pelo menos não o suficiente para fazer frente aos efeitos provocados pelo conjunto de crenças solidificadas ao longo dos tempos, através dos diversos sistemas sócio-político-religioso.

Segundo a física moderna, manifesta-se o que se acredita. Portanto, se acreditar que não é capaz de co-mandar a própria vida, está permitindo que outros o façam.

Outra crença que perdura é a de que “vence o mais forte”. Esta crença leva a constantes lutas em todos os setores da vida na busca desesperada para ser ou pelo menos parecer o melhor, tornando comum os atos de sabotagem com o outro e consigo próprio.

Porém, a própria teoria da evolução das espécies de Darwin, onde muitos acabam justificando a expressão, deixa claro que “sobrevive e evolui os que melhor se adaptam” e não necessariamente os mais fortes.

São tão fortes e arraigadas as crenças existentes que quando uma nova forma de ver uma mesma realidade surge um número incontável de seres gastam tempo e energia, simplesmente para refutar o novo.

Comportamento esse, que ao longo da história se repete. Quando Copérnico afirmou que a terra não era o centro do sistema solar este também foi altamente questionado e até desqualificado.

Felizmente, já temos vários estudos, incluindo os da física moderna, que se constituem em uma luz para descortina muito do que ainda não se conhece, mas que pode ser a chave para a grande mudança das crenças atuais, lançando um novo olhar para a realidade.

O grande problema é que fomos doutrinados a acreditar no que é visível, palpável. E, o que é visível é o que foi construído com crenças de até agora. Por esta razão se faz necessário acreditar que pode ser diferente.

Segundo consta, Michel Ângelo costumava dizer que não esculpia e sim libertava os seres aprisionados no interior das rochas. E, que quando perguntaram a ele se foi difícil esculpir a estátua de Davi (uma das obras mais famosas do artista) a que ele respondeu: “Não! Eu vi Davi e só tirei o que não era Davi”.

Valendo-me das palavras de Michel Ângelo: precisamos de libertadores de almas, capazes de ver a essência do ser humano e ajudar a retirar o que não é sua essência. O que equivale a “despir” as crenças a tanto sedimentadas que impedem o ser humano de viver plenamente.

Para aqueles que desejam realizar esta tarefa, devem lembrar de primeiro se libertar para aí libertar o outro.

Ao buscar informação/material sobre prevenção e tratamento dos estados depressivos encontra-se basicamente três recomendações: atividade física, alimentação e gerenciamento do estresse, além claro do uso de medicamentos. São de fato validos, mas usando uma expressão religiosa, são apena expedientes de salvação, que combinados fazem efeito, salvam, mas não resolvem a causa principal que faz aumentar exponencialmente o número de deprimidos, pois muitas das causas ainda nos são desconhecidas.

Precisamos entender como as crenças positivas e negativas controlam a nossa vida.

Dr. Bruce afirma que “modificando esses padrões passamos a ter saúde e felicidade, pois o corpo humano não é uma simples maquina bioquímica”.

O Neurocientista Joe Dispensa afirma: que “mudamos quando passamos a pensar sobre o que pensamos”. Ou seja, passamos a ter consciências dos nossos pensamentos.

Mudando os pensamentos, mudam as crenças e consequentemente o destino. A mente consciente é superior à genética.

Gostaria de encerrar com mais uma citação de Bruce Lipton. “Se somos a imagem de Deus precisamos colocar novamente o espirito na equação quando se trata de melhorar nossa saúde física e mental”.

Tanto a Felicidade como a falta dela, são resultados do como construímos os nossos valores. Voltar a ter Esperança – do verbo esperançar, segundo Paulo Freire – significa acreditar ao ponto de se levantar e agir.

Iracy Jacinta Chaves da Costa.
Palestrante e Coach
Lumière – DH

IRACY DA COSTA
Palestrante