Seguro de Carteira: Veja como Proteger o seu Patrimônio

Seguro de Carteira: Veja como Proteger o seu Patrimônio

Autor: Palestrante Luiz Fernando Roxo

Com o passar dos anos e com os estudos, a cada dia eu tenho aprendido novos conceitos e descoberto novas estratégias no mundo dos investimentos.

Também tenho me dedicado a transmitir esses conhecimentos para as pessoas, para que todos conquistem a sua liberdade financeira.

Agora te faço uma pergunta: quem não gostaria investir na Bolsa de Valores e ter altos rendimentos com baixos riscos?

De fato, ao ouvir falar da Bolsa de Valores, as pessoas geralmente sentem medo de investir e temem ariscar e perder o dinheiro que conquistaram.

Mas, acredite, é possível proteger os investimentos em Ações e ter rendimentos.

Neste artigo, vou te apresentar um termo novo e que ainda não se tem muita notícia no Brasil.

É uma estratégia para proteger a sua carteira de Ações.

É o HEDGE DE CAUDA, o Tail Hedge. Você já ouviu falar?

Seguro de Carteira

Ao entrar no Mercado Financeiro, as pessoas fazem o grande questionamento: é possível correr risco e estar protegido?

A resposta é SIM!

Para que você tenha uma proteção, você precisa de um seguro para a sua carteira de investimentos.

E isso pode ser feito com certa simplicidade. A estratégia é baseada em ter Opções de Venda, as chamadas PUTs, em seu portfólio.

O que é uma Opção de Venda (PUT)?

Uma PUT permite que ao investidor vender o ativo por um preço fixado, estabelecido no contrato, mesmo que o ativo sofra quedas no futuro.

Quem compra uma PUT tem o direito de vender o ativo objeto pelo strike predeterminado. Quem vende a PUT se obriga a comprar o ativo nas condições determinadas se, no vencimento do contrato, o ativo estiver num preço abaixo do estabelecido em contrato.

O importante é entender que uma PUT é um instrumento fundamental para proteger-se de uma queda.

É com a PUT que você ganha dinheiro na queda!

Vamos ver um exemplo ligado à VALE. Uma pessoa que investiu R$200,00 reais em PUTs de VALE3, face à crise que a empresa enfrentou com o acidente em Brumadinho, poderia ter ganhado 3.600% em cima do valor que investiu!

Veja que mesmo com a desvalorização da Ação, o investidor consegue proteger o seu patrimônio, uma vez que as PUTs valorizaram com a queda do preço do papel.

Vamos agora entender melhor com outras hipóteses.

O que eu preciso fazer para proteger a minha carteira?

Como você já viu, ao comprar PUTs, você está protegendo a sua carteira de Ações.

Você pode comprar PUTs dos papeis que você está comprado ou então comprar de um Índice, como do IBOVESPA (Brasil), ou do UEWZ e do S&P (esses dois últimos só são negociados nos EUA).

Mas, veja que se você tem um portfólio com ações de diversas empresas, terá que comprar PUTs de cada uma delas, vai ser muito complexo para você administrar. Por quê?:

1º porque o operacional vai se tornando mais complicado.

2º porque no Brasil, várias PUTs não tem muita liquidez ou você não vai encontrar certas PUTs.

3º porque analisar e compreender individualmente a volatilidade de cada um dos papeis do seu portfolio é bastante complexo.

A solução é a seguinte:
ao invés de você comprar um seguro para cada um dos papeis que você tem em seu portfólio, a alternativa é comprar da média das Ações da Bolsa brasileira, como por exemplo, do Índice IBOVESPA.

Se houver um colapso na Bolsa, a queda dos preços das Ações vai refletir no Índice IBOVESPA, que vai cair também. Ou seja, comprando PUTs do IBOVESPA, você está protegendo o seu portfólio.

Tudo isso é um risco sistemático.

O fato é: se houver uma grande crise, seguramente o comportamento da sua carteira terá alguma semelhança com o Índice IBOVESPA.

Se você tiver Opções de Venda (PUTs) que dão o direito de vender o Índice IBOVESPA, o lançador do contrato é alguém que quer bancar esse risco para você.

Então, caso o mercado caia muito, você exerce o seu direito de vender o seu Índice IBOVESPA, já que ele é parecido com a sua carteia, que vai para outra pessoa, que se obriga a isso.

Dessa forma, você reduz o seu prejuízo e protege seu patrimônio

Compreendo melhor o Seguro de Carteira – Volatilidade no meio disso tudo?

Via de regra, em períodos de alta, como o que a gente está vendo no Brasil agora, as Volatilidades vão ficando cada vez mais baixas. Isso faz com que os preços das Opções fiquem cada vez mais baixos.

A única maneira de possuir muito dinheiro alocado em uma carteira de Ações é se você tiver um Seguro de Carteira. Só assim pode-se proteger contra o risco de grandes quedas.

Para definir o seguro de sua carteira, você deve calcular o volume do seu portfólio e comprar PUTs que protejam seus papéis se houver uma grande queda na Bolsa.

Isso é uma estratégia complexa, mas você pode aprendê-la!

Investimentos Antifrágeis

Esse método, também conhecido por “Hedge de Cauda”, é usado pelo Nassim Taleb, e que o meu parceiro Richard e eu dominamos no Brasil e que vamos te ensinar.

A essência está em escolher a melhor PUT e calcular quanto comprar dessa PUT para proteger a sua carteira.

Mas, como a mudança dos preços dos derivativos ocorre muito rapidamente, é preciso saber operar na quantidade certa.

Com a estratégia de Seguro de Carteira que apresentaremos, vamos te ensinar a diminuir a exposição da sua carteira de Ações ao risco.

É uma forma de se proteger contra eventos muito improváveis, mas que podem dilapidar rapidamente o valor investido na Bolsa.

Mas não se trata de um “seguro” no formato convencional. Nossa estratégia de Seguro de Carteira, além de proteger e diminuir os riscos de perder dinheiro em uma grande queda, ela permite que você possa ir aumentando a participação de ações no seu portfólio de investimentos, potencializando assim os seus ganhos.

Veja que dessa maneira você faz um seguro para sua carteira, para proteger o seu patrimônio contra um sinistro, e ainda abre caminho para ampliar sua carteira de Ações, aumentando assim o seu patrimônio.

Fonte: http://blog.luizfernandoroxo.com.br/seguro-carteira

LUIZ FERNANDO ROXO
Economista, Empresário, Escritor e Palestrante