RH como um parceiro estratégico

RH como um parceiro estratégico

Autora: Palestrante Andressa Natalina

As tecnologias disruptivas mudaram a maneira como nos relacionamos, como estudamos, como nos hospedamos e como fazemos negócios. Porém, não podemos ignorar o fato de que todas essas transformações foram criadas por pessoas. Pessoas que, muitas vezes, precisam apenas de um ambiente que aflore nelas seu potencial criativo.

No livro de Marco Ornellas (DesigneRHs para Um Novo Mundo), tem um trecho que fala exatamente o seguinte: “os modelos atuais de organizações, e consequentemente das áreas de RH, promovem práticas que administram prêmios e castigos, valorizam argumentos racionais e definem condutas que limitam a criatividade de seus colaboradores. Consciente ou inconscientemente, criam-se políticas e práticas que reduzem os seres-humanos a máquinas de uma linha de produção, com um trabalho específico e um rendimento predeterminado, submetidos a regras precisas e a uma relação de autoridade. Tornam-se, definitivamente e exclusivamente, um recurso: o humano”. Ou seja, diante disso pode-se afirmar que as tecnologias disruptivas mudaram toda a nossa sociedade, porém as organizações ainda estão paradas no tempo, tratando pessoas como meros recursos.

Podemos fazer um apanhado histórico começando pela 1ª Revolução Industrial no século XIX, onde as pessoas começaram a sair dos campos e foram trabalhar em indústrias. Naquela época o capataz era responsável por toda a administração de pessoal, desde a contratação, supervisão do trabalho, remuneração e desligamento. Em seguida, no início do século XX, com as teorias cientificas de Taylor e de Ford, nos deparamos com as linhas de produção e o trabalhador tratado como uma extensão da máquina, o filme Tempos Modernos de Charles Chaplin, retrata bem a realidade vivida na época. De lá para cá poucos avanços na área de Recursos Humanos foram observados. As consequências disso são profissionais insatisfeitos e com pouco potencial criativo. Isso afeta diretamente a maneira como as organizações poderão enfrentar a 4ª Revolução Industrial. Saiba que se o RH não se tornar um parceiro estratégico, sem profissionais capacitados e sem uma cultura organizacional bem delineada, estas empresas estarão fadadas ao fracasso. Podemos aqui pegar o exemplo da Kodak, a pioneira em fotografia e que detinha o monopólio nessa área, perdeu seu espaço para o digital e simplesmente desapareceu.

As pessoas mudaram, a sociedade mudou. Por que algumas empresas ainda insistem em velhos paradigmas e ainda tratam profissionais como meros recursos? Saiba que velhos modelos não sobreviverão. Estudos mostram que as pessoas “hoje buscam mais autonomia, sentem a necessidade de se desafiarem, atrelam realização a prazer, buscam a plenitude, querem a liberdade de se manifestar em cada vez mais formatos, treinam a flexibilidade, fogem do aprisionamento e colocam a confiança no centro de suas relações, inclusive de negócios”, diz Marco Ornellas em seu livro DesigneRHs para Um Novo Mundo, o qual recomendo a leitura.

Podemos aprender com o passado e com o atual comportamento do RH dentro das organizações, que se algo não for feito, e rápido, as empresas perderão cada vez mais espaço e estarão fadadas ao fracasso. O RH deve atuar como um parceiro estratégico, de maneira consultiva trazer soluções que estejam alinhadas com a Cultura Organizacional. Soluções essas que devem impactar desde o Recrutamento e Seleção, Pagadoria, Benefícios, Treinamento e Desenvolvimento, Desligamento. Um agente de transformação, precisa e deve disseminar valores que toquem todos à sua volta. Se sentir como parte integrante e cocriador dentro dessa empresa que ele escolheu para trabalhar e realizar seu papel como indivíduo numa sociedade cada vez mais inconstante.

ANDRESSA NATALINA
Palestrante