Qual é o meu Perfil de comportamento predominante?

Qual é o meu Perfil de comportamento predominante?

Autor: Palestrante Luciano Fachel

Você é uma pessoa dominante, influente, estável ou analítica? Vamos falar sobre os perfis comportamentais. O criador do sistema D.I.S.C., o norte-americano William Moulton Marston, na década de 1920, definiu quatro tipos comportamentais. Cada letra corresponde à inicial em inglês do nome de cada perfil: Dominante, Influente, Estável (Stable) e Conforme (ou analítico). Segundo a página do site Solides (https://blog.solides.com.br/perfil-comportamental-disc/) foi feita uma adequação da nomenclatura dos perfis para a realidade brasileira, ficando assim:

Dominante = Executor;
Influente = Comunicador;
Estável = Planejador; e
Conforme = Analista.

Todas as pessoas possuem essas quatro características, mas o estudo mostra que cada um tem um desses perfis como predominante. Sendo assim, podemos definir que:

O executor considera dois valores principais: velocidade e resultado;
O comunicador tem como valor principal a conexão com as pessoas;
O planejador tem como valores o equilíbrio e a harmonia;
O analista tem como valor a qualidade.

Para darmos um exemplo, no meu caso, os três principais perfis que me definem, são, pela ordem:

Planejador e analista, sendo coerente com minha longa história lidando com a timidez, e finalmente, comunicador, desde que resolvi lidar com o teatro, dar aulas e palestras. O perfil que mais tenho que melhorar é o de executor, mas estou trabalhando nisto.

Vou contar a história de uma das coisas mais importantes na minha trajetória para enfrentar os traumas da timidez e transformar a minha vida: como disse no primeiro vídeo, participei como ator amador em seis peças teatrais diferentes, sendo uma delas como protagonista, em que eu participava de todas as cenas durante os 45 minutos da peça, e consegui, com um enorme esforço, decorar todas as falas. Depois disso, fui fazer a audição para ator e cantor numa peça musical sem fins lucrativos, oferecida pela instituição religiosa que frequento. Eu sabia que tinha que mostrar todo o meu potencial de ator e cantor nesta audição, pois queria conquistar um dos papéis principais. Durante o teste, interpretei os textos que me foram apresentados e no final cantei duas músicas que eu conhecia bem. Quando saiu o resultado, a diretora-geral da peça me chamou e disse que eu havia sido escolhido para fazer o papel do pai do protagonista, e que o personagem seria difícil de interpretar, pois era complexo. Eu respondi: – Será fácil, é só interpretar o meu pai…

Durante dois anos, com um elenco de cerca de 50 pessoas, a peça foi levada ao palco várias vezes: aqui em Brasília, Goiânia e Fortaleza, num total de 13 apresentações. A experiência acumulada foi enorme. Na audição e na atuação no palco, exerci totalmente o perfil comunicador, mas durante os ensaios, sempre prevaleciam os perfis planejador e analítico. Vários colegas desistiram, ainda nos ensaios, outros saíram durante a temporada, muitos por problemas particulares, outros por problemas de relacionamentos com a direção do musical. Não estou aqui para julgar nenhum colega neste trabalho maravilhoso, mas percebo que faltou paciência e humildade, pois foram as duas características que me mantiveram no projeto até a última apresentação. Deixo aqui minha gratidão à toda a Direção, aos produtores e ao elenco deste musical maravilhoso. O vídeo oficial da peça, com 3 horas de duração, está no Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=T7yyzJxaxSY&t=411s

Um grande abraço e até o próximo artigo!

LUCIANO FACHEL
Professor e Palestrante