Padrão ou Qualidade de Vida?

Padrão ou Qualidade de Vida?

Autora: Palestrante Cidinha D’Agostino

A cada dia que passa notamos uma crescente e desenfreada busca por mais poder aquisitivo como sinônimo de segurança. O que muita gente não sabe é que um alto padrão de vida – com acesso a uma residência em local privilegiado, carros exclusivos e entretenimento de luxo, por exemplo – não é garantia de uma vida com qualidade.

Alcançar uma vida plena exige discernimento para compreender as diferenças entre um e outro. Enquanto o padrão de vida diz a respeito da quantidade e dos atributos dos bens e serviços que um indivíduo possui, a qualidade de vida se relaciona diretamente com o modo em que este mesmo indivíduo usufrui de tudo aquilo que tem a sua disposição. É importante saber que aspectos físicos, mentais, emocionais, espirituais e até mesmo fatores mais abrangentes como os relacionamentos sociais de uma pessoa influenciam diretamente em sua qualidade de vida.

É preciso compreender que, apesar da semelhança entre os termos, o padrão e a qualidade de vida não dependem necessariamente um do outro. Existem pessoas com recursos financeiros baixos que estão satisfeitas e que conseguem viver bem, assim como também existem pessoas com muitos recursos financeiros, mas que estão profundamente insatisfeitas. Isso não quer dizer que o contrário também não seja verdadeiro. Sim, existem pessoas com baixo padrão e baixa qualidade de vida como também vemos pessoas abastadas com boa qualidade de vida.

Na busca por uma vida melhor, o primeiro passo é aprender a quantificar e qualificar o amor e o respeito. Só assim é que saberemos reconhecer a nossas próprias necessidades de novas escolhas e descobriremos o prazer de pôr em prática as mudanças que forem necessárias. Esse processo envolve aceitar que não são fatores externos que determinam os nossos sentimentos – sejam eles bons ou ruins – e sim aquilo que está internamente em nós.

CIDINHA D’AGOSTINO
Psicoterapeuta Holística, Terapeuta Emocional e Palestrante