O Smartphone e a Aprendizagem Colaborativa

O Smartphone e a Aprendizagem Colaborativa

Autor: Palestrante Roberto Böck

A sociedade contemporânea é desafiadora, complexa, plural, de livre pensar e está em constante evolução, presenciando um novo paradigma que interfere diretamente na educação como um todo.

As pessoas estão cada vez mais conectadas e integradas nos ambientes virtuais. Segundo a Internacional Communications Union 56% da população mundial acessa a internet. Isso significa que, dos 7.7 bilhões de habitantes do planeta, 4.3 bilhões se conectam e, de acordo com levantamento do Bank My Cell. já são mais de 8 bilhões de dispositivos móveis ao redor do mundo.

O Brasil é o 5º pais em ranking de uso diário de celulares e tem hoje dois dispositivos digitais por habitante, incluindo smartphones, computadores, notebooks e tablets. A era digital transformou a vida individual e social ampliando o acesso à informação e diminuindo as barreiras da comunicação.

A comunicação e a educação são necessidades humanas básicas. Para haver comunicação dependemos uns dos outros, para haver educação precisamos nos relacionar com pessoas e interagir com elas.

A educação objetiva formar pessoas autônomas, criativas, capazes de intervir criticamente na realidade para transformá-la, abertas à solidariedade e às experiências cooperativas, estimulando o diálogo em diferentes tempos e espaços, ultrapassando a aprendizagem individual para valorizar a colaborativa.

Para que aconteça uma boa educação, mediada por smartphone, faz-se necessário: 1) desenvolver uma postura crítica no uso do smartphone; e 2) capacidade para produzir, comunicar e expressar adequadamente ações educativas através deste recurso tecnológico.

O smartphone proporciona: 1) mobilidade (todos os lugares, independentemente de sua localização geográfica, tornam-se agentes em potencial de difusão de conteúdos); e 2) integração (ubiquidade e pervasividade) que possibilita aos usuários terem acesso a uma gama de acervos digitais e agentes produtores e comunicadores de conteúdos. A ubiquidade é a propriedade daquilo que está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Já a pervasividade permite que a atividade digital seja contínua no tempo e no espaço.

Tais definições refletem apenas o aspecto tecnológico e requerem ainda o exame do aspecto humano e as implicações de privacidade e segurança.

Esta transformação afeta os processos educativos. Como a educação é potencializada pelas tecnologias móveis e ubíquas? Quais as possibilidades, potencialidades e desafios para fomentar a aprendizagem colaborativa através deste recurso tecnológico? Estamos preparados para este processo no qual o ensino/aprendizagem acontece em qualquer lugar, a qualquer tempo, a partir de vários dispositivos de acesso e redes de interconexão? Como educadores, o que podemos fazer agora? O debate está aberto.

ROBERTO BÖCK
Palestrante