O que é Coaching?

O que é Coaching?

Autor: Palestrante e Professor Nailor Marques Jr.

Um dos termos que mais têm sido usados nos últimos dez anos no Brasil tem sido coaching. Muita gente fica intrigada ao ouvi-lo, pois tem se dito que muita coisa pode ser resolvida na vida e na carreira das pessoas pelo intermédio de sessões de coaching. Mas o que é isso? É só mais um estrangeirismo a poluir nosso idioma? Será só mais um modismo desses que assolam as livrarias nas seções de autoajuda? Mais um assunto para livros de aeroporto? Ou será que é uma ferramenta de trabalho que realmente pode ser útil e promover mudança e crescimento?

Antes de qualquer coisa, é preciso saber que coaching não é um fim em si mesmo como muitos dizem e fazem por aí, é sim um processo com começo, meio e fim. Um processo que tem por objetivo aumentar as performances dos indivíduos ou de um grupo, seja nos aspectos pessoais ou profissionais, aumentando seus resultados positivos por intermédio do uso de ferramentas e técnicas adequadas, caso a caso, por um profissional habilitado, denominado coach, que usa sua experiência para ajudar seu coachee a atingir as metas desejadas.

Fazer coaching, portanto, consiste em procurar um mentor para ajudar-nos a desenvolver ou descobrir as melhores características que temos, construir uma estratégia de crescimento pessoal e profissional e levá-la a cabo. Um coach (treinador em inglês, o termo foi emprestado do mundo dos esportes) é um desenvolvedor de potencialidades, é o profissional capaz de nos revelar a nós mesmos. A ideia não é dar respostas, mas fazer perguntas, para que, por meio delas, cada um possa fazer aflorar o que já possui dentro de si e não tem consciência ainda.

Todo processo começa pelo nosso desejo de mudar, de deixar a nossa zona de conforto e partir em direção à zona de aprendizagem, o que se dá, normalmente, em quatro estágios: a) o da curiosidade, também chamado de incompetência inconsciente (fase em que não sabemos das coisas e nem sabemos que não sabemos, ou seja, temos ignorância da nossa própria ignorância); b) o da confusão, às vezes denominado de incompetência consciente (período em que continuamos não sabendo o que devemos, mas passamos a ter consciência disso, esse é o momento em que não saber começa a nos incomodar); c) o do entendimento, conhecido como competência consciente (período em que já aprendemos muita coisa, porém precisamos pensar no que sabemos, não é conhecimento natural, ele só se manifesta se for provocado); d) por fim, o de excelência, chamado de competência inconsciente (fase em que temos o domínio de uma ou mais áreas de forma tão profunda e complexa que não precisamos pensar para colocar o que sabemos em prática).

Toda essa experiência de aprendizagem serve justamente para buscar a excelência de cada um, fazer com que cada um de nós possa, de modo inconsciente, isto é, espontâneo dar sempre o melhor de si na área em que se propôs a fazer isso. O resultado disso são pessoas mais seguras, capazes, confiantes e propensas a alcançar sucesso e remuneração adequados. Estar bem consigo mesmo e consciente de nossas aptidões faz com que encontremos mais facilmente o nosso lugar ao sol, faz com que sejamos reconhecidos por darmos sempre o melhor de nós em qualquer situação em que nos encontremos.

Depois da realização de processos de coaching bem-sucedidos as pessoas poderão tornar-se coachs de si próprias, ou líderes-coachs e essa é a tendência natural dos mercados corporativos. Esse comportamento está bastante arraigado no jeito de ser do mercado profissional norteamericano, de onde provém o nosso modelo, o que nos faz crer que esse é seguramente o nosso futuro.

Fonte: https://nailor.com.br/blog/o-que-é-coaching-4040

PROFESSOR NAILOR MARQUES JR.
Professor e Palestrante