Luz – Campo Das Possibilidades Infinitas

Luz – Campo Das Possibilidades Infinitas

Autor: Palestrante José Meireles

Todos nós vivemos no chamado “campo das possibilidades infinitas”. Ocorre que, em algumas circunstâncias e provavelmente por conta de nosso estado mental, as oportunidades parecem fluir na nossa direção com uma velocidade estonteante. Convém aproveitar a fase, sabendo que ela também passará que não se trata de algo que ocorrerá para sempre em sua vida, mas mais especificamente por um período. A oportunidade está aí, como um passaporte para o seu desenvolvimento. As atitudes que otimizarão esta abertura em sua vida são as seguintes: em primeiro lugar, procure compartilhar a oportunidade, distribuindo os benefícios adquiridos; em segundo lugar, procure fortalecer seus objetivos e sonhos, comunicando ao mundo o que você deseja. Se você conseguir comunicar com eficiência, receberá aquilo que tanto anseia. Na maioria das vezes, não obtemos o que desejamos porque não nos dispomos a explicar com clareza o que queremos. Em muitos casos, nem sequer sabemos o que queremos! Mas quando o campo das oportunidades se abre, é preciso saber.

Vivemos numa sociedade que nos leva a sentir culpa quando assumimos as rédeas do nosso destino, quando assumimos o uso do poder. Todavia, existem circunstâncias em que não podemos ser tão “bonzinhos” assim, em que precisamos – devemos! – assumir uma postura de maior competição e desejo pelo poder sobre as coisas do mundo. O mundo abre-se como conselho para este momento de sua vida, chama a atenção para a importância do cultivo do magnetismo pessoal para conquistar coisas no mundo material. Não tenha pudores de fazer valer sua força de autoridade quando sentir que é devido. Cuidado, apenas, para não se deixar levar por emoções extremas demais.

Conselho: Não temer o uso do próprio poder!

Para mudar o mundo primeiro precisamos mudar a nós mesmos. A vida nos leva por um caminho onde tudo que se passa em nossa jornada, são experiências adquiridas. No dia em que aprendermos a olhar dentro de nós mesmo ao invés de criticar os outros veremos onde cada verdade está escondida e onde está o verdadeiro erro. Nós somos dotados de uma inteligência formidável, mas dividida em três: Consciência, subconsciência e inconsciência.

A consciência é nada mais de que nosso comando diário. Onde tudo que fazemos é consciente, rápido e imediato. Tudo está auto programado em nosso cérebro sem ao menos nos dar conta de mudar nada da rotina do que fazemos em nossas vidas diariamente.

O subconsciente nada mais é do que uma força subconsciente querendo mostrar o que o consciente não quer ver. Mas está sempre ali lutando para sair nos advertindo para os erros.

Inconsciente é nossa forma de mente total onde estão ocultos todos os nossos segredos desta vida ou das vidas passadas.

Devemos adquirir ao logo de nosso caminho experiência. Mas quem realmente tem experiência, se a todo o momento tudo se renova e se transforma.

Mas antes de tudo nós devemos lembrar-nos de dos grandes iluminados que viveram nesse planeta. Todos na antiguidade não se utilizam, em sua pregação, de uma língua sacra que se tornou incompreensível (sânscrito – hebraico), mas sim da língua vulgar (dialeto indo-ariano – língua aramaica do povo).

Nem um nem outro codificou nem mesmo chegou a lançar por escrito sua doutrina. Mas apelam para a razão e para o entendimento do homem – não por meio de exposição e palestras sistemáticas, mas sim com auxílio de provérbios, narrativas breves e parábolas simples, que todos são capazes de entender, tiradas da vida cotidiana comum e acessível a qualquer um, sem se prenderem a fórmulas, dogmas ou mistérios. Tanto para um como para outro a grande tentação é representada pela ganância, pelo poder e pela cegueira. Nem um é legitimado por qualquer cargo, ambos se opõem à tradição religiosa e seus guardiões, à casta ritual-formalista dos sacerdotes e doutores da lei, que não demonstram sensibilidade para com os sofrimentos do povo.

Todos, assim contam a história logo reúnem amigos íntimos em torno de si, um círculo de discípulos e um grupo mais amplo de seguidores. E não é apenas em sua conduta, mas também em sua pregação, que se manifesta uma semelhança básica:
Eles apresentam-se como mestres. A autoridade de um e de outro se estriba não tanto na formação escolar, mas sim muito mais na extra­ordinária experiência de uma realidade inteiramente diferente. Apresentam uma importante mensagem de alegria (o darma – o evangelho) que exige das pessoas uma mudança de atitude (metanóia: “andar contra a corrente”) e uma confiança (shraddha: “fé”). Não se trata de uma ortodoxia, mas sim de uma ortopraxia!

Nunca pretenderam dar uma explicação do mundo ou pôr em prática especulações filosóficas profundas ou uma casuística legal erudita. Suas doutrinas não são revelações secretas, não visam também a uma determinada ordem jurídica nem a determinadas condições jurídicas e políticas. Mas sim partem da condição provisória e efêmera do mundo, do caráter transitório de todas as coisas e da não redenção do homem. Tudo isto se evidencia na cegueira e na loucura, na situação caótica, no envolvimento com o mundo e na falta de amor para com os semelhantes. Eles em sua jornada apontam um caminho para liberar do egoísmo, da dependência do mundo, da cegueira – libertação essa que se alcança não pela especulação teórica nem pelo raciocínio filosófico, mas sim por uma experiência de vida nesse planeta e por uma transformação interior. Um caminho muito prático para a salvação de si próprio.

Para se chegar a essa salvação nenhum exigiu condições especiais de caráter intelectual, moral ou ideológico. Basta que o homem ouça, entenda e daí tire suas conclusões. Ninguém é interrogado por sua verdadeira fé, nem se exige nenhuma declaração de ortodoxia.

O caminho para eles é o caminho do meio-termo entre os extremos do prazer dos sentidos e da autopunição, entre o hedonismo e o ascetismo. Um caminho que permite que o homem se volte para o próximo com uma nova atitude de acolhimento! Não apenas os mandamentos gerais para todos – não matar, não mentir, não furtar, não praticar luxúria – se correspondem amplamente a eles, mas também, em princípios, as exigências básicas de bondade e de alegria compartilhada, de compaixão amorosa de amor compassivo. Mas os paralelos entre os caminhos de salvação das religiões existentes não se restringem às figuras dos fundadores. Evidenciam-se também em certos desenvolvimentos que vieram mais tarde, sobretudo no monasticismo.

Nós não precisamos de uma religião para nos libertar, nem para falar com Deus… Nós precisamos de nós mesmos e de nossos semelhantes para vivermos livres. Amar a si próprio e buscar em nosso livre arbítrio a presença de Deus.

JOSÉ MEIRELES
Escritor, Pedagogo, Professor e Palestrante