Liderança Servidora: Jesus O Modelo

Liderança Servidora: Jesus O Modelo

Autor: Palestrante Roberto Böck

Vivemos dias turbulentos em nosso país. Vemos escândalos, abuso de poder, manipulação de massas, exploração financeira, assédio moral, humilhação pública, assassinato de reputação, vitimização, transferência de responsabilidade, etc. Estamos carentes de modelos, frustrados, decepcionados e, porque não dizer, revoltados com parte significativa da liderança política e religiosa atual.

Considerando essa realidade, surge a questão: há um modelo, um paradigma de liderança servidora que nos inspire, encoraje e desafie a segui-lo?

Lembrando que liderança servidora é o modelo de gestão que leva as pessoas a agir de forma efetiva onde o líder se concentra nas necessidades, não vontades, dos outros, antes de considerar as suas próprias. Significa mostrar o caminho, conduzir, guiar, dirigir o curso de outrem, indo adiante ou acompanhando.

E, se voltássemos a olhar para Jesus?

Ele viveu o equilíbrio entre ser líder e servo. De acordo com Marcos, ele aceitou de bom grado a honraria da mulher de Betânia, levando-o a afirmar aos críticos de sua ação: “Ela praticou uma boa ação para comigo” (Mc 14.3-9). mas deixou bem claro que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45).

Ele demonstrou humildade, autenticidade e persuasão em sua comunicação ao lavar os pés de seus discípulos, pois ao finalizar disse: “se eu, sendo Senhor e Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. Porque eu lhes dei exemplo” (Jo 13.14-15).

De acordo com Mateus as multidões se maravilhavam com a sua doutrina “porque ele as ensinava como quem tem autoridade” (Mt 7.28-29), ou seja, havia coerência entre seu discurso e sua prática.

Ele demonstrou disposição para morrer por suas convicções, voluntária e desprendidamente. Várias afirmações demonstram isso: “Agora a minha alma está angustiada, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não, pois foi precisamente com este propósito que eu vim para esta hora.[…] Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou […] e ninguém tem amor maior do que este; de alguém dar a sua própria vida pelos seus amigos” (Jo 12.27, 10.18, 15.13). Mesmo quando tentaram protegê-lo na hora derradeira esteve firme em suas convicções afirmando: “como se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer?” (Mt 26.54).

De acordo com Philip Schaff: “Este Jesus de Nazaré, sem dinheiro nem armas, conquistou milhões de pessoas num número muito maior do que Alexandre, César, Maomé e Napoleão; sem o conhecimento e a pesquisa científica Ele despejou mais luz sobre assuntos materiais e espirituais do que todos os filósofos e cientistas reunidos; sem a eloquência aprendida nos bancos escolares Ele pronunciou palavras de vida como nunca antes, nem depois, foram ditas e provocou resultados que o orador e poeta não conseguem alcançar; sem ter escrito uma única linha Ele pôs em ação mais canetas e forneceu temas para mais sermões, discursos, livros profundos, obras de arte e música de louvor do que todo o continente de homens da antiguidade e da atualidade”. (A Pessoa de Cristo. American Tract Society, 1913).

Esperamos exemplo dos outros, mas somos desafiados por ele a ser exemplo, tendo-o como modelo.

Sejamos pessoas, líderes, servos que valorizam ideias e opiniões, promovem, capacitam, desenvolvem, incentivam e se importam em ajudar os outros. Sejamos sensíveis no trato com as pessoas e equipes, desenvolvendo habilidades de trabalhar cooperativamente, entender, compreender e motivar o outro. Cabe a máxima: “tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles” (Mt 7:12).

ROBERTO BÖCK
Palestrante