Guerra dos Sexos no mercado de trabalho – Mulheres ocupam cada vez mais cargos de liderança

Guerra dos Sexos no mercado de trabalho – Mulheres ocupam cada vez mais cargos de liderança

Autora: Palestrante Bya Rodrigues

Charlô comanda uma equipe feminina de gerentes que administram as lojas de sua renomada marca de roupas. Ela defende que cada vez mais mulheres ocupem cargos de destaque no mercado de trabalho, mas enfrenta barreiras para conseguir seus intentos. Essa é uma das tramas da novela Guerra dos Sexos, reeditada pela TV Globo neste ano. O impasse da personagem Charlô, porém, não é só história de novela, faz parte da realidade atual. Mesmo cada vez mais inseridas no mercado, as disparidades entre a mão de obra feminina e masculina continuam gritantes.

O número de mulheres no mercado de trabalho está aumentando, é verdade. Dados do Sebrae-SP prevêem que, em 2020, a representatividade feminina na população economicamente ativa (PEA) atinja a marca dos 49% no Brasil. No campo salarial, entretanto, continuam havendo diferenças expressivas. Em 2011, as mulheres brasileiras ganharam em média 28% a menos do que os homens, segundo estatísticas da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Márcia Souza é gerente de planejamento de uma organização de grande porte em Curitiba e revela as dificuldades que enfrenta por ser uma mulher em um cargo de liderança. “Os homens ainda têm dificuldade em acatar ordens de uma figura de autoridade feminina”, explica. Para conquistar maior justiça salarial, Márcia teve que reivindicar seus direitos. “Eu elenquei minhas responsabilidades e mostrei para o meu chefe que eu não fazia nada a menos do que colegas de trabalho homens que ganhavam mais do que eu”, conta a gerente.

A consultora de Recursos Humanos da Desenvolvendo Talentos Consultoria Empresarial, Rubyana Rodrigues, declara que muitas das disparidades entre a mão de obra feminina e masculina no Brasil ainda se devem a uma discriminação cultural. “Já ocupamos cargos antes impossíveis de serem alcançados, mas ainda é muito comum que mulheres na mesma função que homens ganhem até 50% a menos em alguns casos”, comenta a consultora. Em situações assim, Rubyana aconselha as mulheres a buscarem a igualdade. Acompanhe as orientações abaixo.

Em busca de igualdades

Assim como a gerente de planejamento Márcia Souza conseguiu igualdade salarial ao expor sua situação ao seu chefe. A consultora de RH, Rubyana Rodrigues, recomenda que, em casos onde o homem ocupe o mesmo grau de hierarquia e tenha as mesmas responsabilidades, as mulheres não se conformem com disparidades de salários. “É preciso que os superiores estejam conscientes da incoerência dessas diferenças gritantes e isso só vai acontecer por meio de uma conversa franca”, esclarece Rubyana.

Em ocasiões onde ordens e sugestões de uma mulher em liderança não são acatadas por discriminação, o conselho é não ceder à pressão. “No meu caso, usei a própria habilidade feminina nas relações interpessoais para lidar com a situação e mostrar que eu merecia respeito tanto quanto uma figura masculina. Se a gente não se posicionar com bom senso, esse panorama nunca vai mudar”, conta a gerente Márcia Souza.

BYA RODRIGUES
Psicóloga e Palestrante