Foto revelada

Foto revelada

Autor: Palestrante Robson Gabriel

Nesse artigo, eu Robson Gabriel Falanga, um ser que ama viver, que ama o ser humano, venho sintetizar o que pauta minha busca de conhecimento e sabedoria.

Como um amante da filosofia, da neurociência e tantos outros campos do conhecimento, busco conjugá-los para ter clareza sobre propósito, valores, virtudes e sabedoria.

Quando tive contato pela primeira vez com a dicotomia, segurança x liberdade, apresentada por Zygmunt Bauman, esse contraste me auxiliou a ampliar a consciência, onde esse pensador nos fala, em outras palavras, que ao primarmos por segurança, comprometeremos a liberdade e vice-versa, ou seja, nos apresentou como polaridades e com o questionamento, como equilibrá-las?

Apliquei nessa reflexão, do dilema segurança x liberdade, uma outra que é basilar na minha jornada evolutiva, me refiro ao que na filosofia conhecemos por silogismo. Penso no ser humano como uma foto a ser revelada e para isso utilizo um silogismo, onde a primeira premissa é a sombra, a segunda premissa é a luz, e a conclusão é que a nossa essência se revela nesse conjunto de luz e sombra, tal como a fotografia.

Em minhas palestras e cursos que ministro, me baseio nesse silogismo, para compreender melhor nós, humanos, buscando facilitar a percepção de onde estamos no caminho e onde queremos chegar.

Compreendendo o “ponto” onde estamos, conseguimos inclusive pedir ajuda, pois teremos referências a serem transmitidas a aqueles que possam nos orientar no caminho e sobre o caminhar.

Com clareza, como uma foto revelada, teremos nossos princípios e valores preservados, proporcionando ressignificar a dicotomia, segurança x liberdade, onde estaremos seguros do nosso propósito, princípios éticos–morais, segurança de quem sabe onde está no caminho e onde quer chegar. Sabendo o que caracteriza um ser humano, suas potencialidades, a percepção de liberdade também se faz presente, pois já não vivo mais a heteronomia, sim autonomia, assim percebo e me posiciono como autor da própria história.

Autonomia também diz respeito a uma outra necessidade básica do ser humano, pertencer.

Aqui faço um parênteses sobre o que penso na diferenciação, “caber” e “pertencer”. Caber é quando você serve para um modelo proposto ou mesmo imposto, sirvo, caibo enquanto faço e obedeço ao padrão.

Pertencer, é quando sou aceito e respeitado como sou, da maneira que me expresso e quando observados os sentimentos de alteridade, empatia, respeito, solidariedade, autonomia…

Sim, liberdade de pertencer, exatamente como sou, porém, sempre aberto a aprender com as diferentes lentes de leitura da vida.

O convite que faço?

Sair do “negativo” e fazer a revelação do Amor, não um Amor piegas, me refiro a um Amor pujante que vibra e se expressa em nossas vidas, nos relacionamentos. Perceber que felicidade não é um ponto de chegada, ela está no caminhar, é um momento vivido que se eterniza pois valeu a pena vivê-lo.

Busco em minhas palestras apenas ser, humano, falando com outros seres humanos, me valendo do conhecimento absorvido e exarado através da vivência e dos estudos ontológicos, com o desejo sincero de apenas lançar luz onde por ventura esteja percebendo apenas a sombra, para que unidos, nos revelemos seres humanos melhores.

Como na maiêutica de Sócrates, dar luz a alguém, ou alguém a luz, porém, que já está gestando, que já tem dentro de si o “novo ser”.

Vamos viver juntos essa revelação?

Um abraço.

Muita paz!

Robson Gabriel

ROBSON GABRIEL
Joalheiro e Palestrante