Eu sou Introvertido ou Extrovertido?

Eu sou Introvertido ou Extrovertido?

Autor: Palestrante Luciano Fachel

Você sabe se é uma pessoa introvertida ou extrovertida? Como dissemos lá no artigo anterior, as pessoas introvertidas não-tímidas são pessoas que vivem bem sozinhas, não gostam de aparecer, não fazem questão de falar em público, mas frequentam os locais mais variados, escola, trabalho, eventos sociais, ficam na delas e vivem bem com isso, pois geralmente são bem resolvidas emocionalmente.

Já as pessoas extrovertidas, normalmente não gostam de morar sozinhas, adoram ser o centro das atenções, lideram qualquer grupo com naturalidade, desde a escola, universidade e no trabalho, e nos eventos sociais são sempre as que mais aparecem. Sem falar que adoram um palco, pois sabem que nasceram para brilhar.

E se esta pessoa for extrovertida, mas devido a um ou mais traumas na infância ou na juventude, se esta pessoa, apesar de ser extrovertida, também for tímida? Então temos um problema, pois, como dissemos, timidez não é introversão.

Eu descobri que este é o meu caso. Apesar de ter passado muito tempo com medo de falar em público, medo de levar fora de outras pessoas, além de outros medos, depois que subi num palco pela primeira vez para atuar em peças de teatro amador, percebi que me sinto muito bem fazendo isso, e que adoro dar aulas e palestras.

Por outro lado, também descobri que algumas pessoas introvertidas, que não sentem a menor necessidade de se apresentar em público, depois que tiveram esta experiência, elas relataram que nunca mais fariam outra apresentação, pois para elas foi muito desagradável e que não tinha sentido fazer aquilo.

Se o seu caso é o mesmo dessas pessoas acima, e que em nenhum momento da sua vida vai precisar apresentar um projeto ou produto para um público interno ou cliente externo, siga em frente nos seus caminhos, seja feliz, pois este artigo não é para você.

Mas, se você tem a necessidade de ser líder no seu ambiente de trabalho; se você precisa apresentar um produto na sua empresa; ou se você acha que tem muito para ensinar às pessoas, mas tem dificuldade de falar em público, ou dificuldade de convencer as pessoas, continue lendo este artigo. Como eu disse no artigo sobre Timidez, depois de consultar um terapeuta de sua confiança, para lhe orientar quanto as questões emocionais, o melhor caminho ainda é fazer um bom curso de teatro.

Sempre quis ser professor. O problema é que eu não sabia disso, até começar a dar aulas como professor voluntário em uma famosa instituição religiosa daqui de Brasília, que oferece vários cursos de formação em sua doutrina: Evangelização e Mocidade para as crianças e os jovens, e Estudo Sistematizado e Estudo Aprofundado para os adultos. As primeiras aulas que dei no Estudo Sistematizado foram bem fraquinhas, (imagina o nervosismo) mas com o apoio do meu colega dirigente continuei estudando e melhorei bem as minhas apresentações. Fui desenvolvendo técnicas para cativar a atenção dos alunos, sendo o mais simples e direto possível. Percebi, também, que toda aula ou palestra deve fazer com que as pessoas que estão assistindo se sintam importantes e que o conhecimento compartilhado com elas seja realmente útil para a vida delas.

Vou dar aqui o exemplo disso com uma das minhas melhores aulas que já dei. No final de um dos semestres, na conclusão da primeira fase do curso do Estudo Sistematizado, mostrei no slide projetado o resumo de todo o programa daquele primeiro semestre, para fazermos a revisão geral daqueles estudos. Mas, ao invés de recordarmos toda a teoria estudada, propus aos alunos as seguintes questões: como você aproveitou este semestre, como você colocou em prática tudo o que foi estudado até agora? Foi útil o conhecimento adquirido aqui para a sua vida no dia a dia? Assim, feita a provocação, ouvimos os mais variados depoimentos dos alunos sobre as modificações de pensamentos e atitudes causados pelo contato com os ensinamentos daquelas aulas, demonstrando, assim, que a melhor maneira de se passar o conteúdo de qualquer estudo é constatar a capacidade das pessoas de colocar em prática aquilo que foi aprendido.

Assim, depois de seis anos dando aulas, descobri que gosto muito de transmitir tudo o que aprendi para as pessoas, gosto de ajudar, gosto de ser útil. E se o que tenho para ensinar puder ajudar as pessoas a modificarem as suas vidas, posso dizer que tudo valeu a pena. Finalmente, ao contrário do que sempre achei, descobri que sou extrovertido, enfrentando uma timidez causada por traumas na infância.

Para finalizar, fica aqui mais uma dica: procure conhecer mais as suas próprias características de personalidade, como disse lá em cima, através de um terapeuta, e também através de bons livros que tratam do assunto, por exemplo: o famoso best-seller mundial “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie, e “Como persuadir, Falando”, de Marques Oliveira.

LUCIANO FACHEL
Turismólogo e Palestrante