Empoderar equipes é o maior legado do líder – Legado não é nostalgia

Empoderar equipes é o maior legado do líder – Legado não é nostalgia

Autor: Palestrante e Prof. Adilson Neves

A distribuição de poder nas organizações é um assunto que gera polêmica e, mais recentemente, a pesquisadora da Wayne State University, Dra. Natalia Lorinkova, trouxe ao mundo da gestão e da liderança uma constatação feita nos Estados Unidos de que as equipes conduzidas por um líder que distribui o poder têm um desempenho que melhora em longo prazo, não no curto prazo, na medida em que as equipes ganham capacitação, níveis maiores de aprendizado e desenvolvem um novo modelo mental.

O estudo determina de que o líder diretivo consegue melhores resultados no começo, mas com o passar do tempo o modelo de empoderamento tem desempenho melhor, pincipalmente porque a organização não permanece dependente de uma única pessoa e o índice de sobrevivência é mais alto, inclusive em tempos de turbulências políticas e econômica como a que o Brasil ainda está vivendo.

Na Big Show Retail, realizada em Nova Iorque, no início do ano, o tema foi muito discutido entre os participantes, a partir de palestras que apontaram que o varejo estará dependente de gerar pessoas empoderadas para atender ao cliente que deseja uma experiência inesquecível no ponto de venda.

Esse resultado da pesquisa e as discussões temáticas da maior feira de varejo do mundo nos permite raciocinar de que o líder precisa atuar para deixar legado com bases bem definidas dentro da organização que dirige, o que é muito diferente de uma visão nostálgica eivada de recordações.

O posicionamento do líder que está apontado em desenvolver uma organização sustentável ao longo do tempo deve ser o de preparar pessoas a garantir a longevidade do negócio, através de uma atuação direta e pessoal na preparação do seu pessoal, não apenas em ações de comando e controle, que são usuais no cotidiano da gestão.

E quando entendemos que legado é um pilar estratégico da liderança, imediatamente trazemos ao contexto duas palavras: confiança e caráter; que são essenciais para a construção das bases sólidas para a geração de novos líderes.

Em meu último livro sobre o tema, cujo título é Estratégias & Liderança (Editora Ithala), eu afirmo que liderança é uma arte, não é ciência, na medida em que ser líder é garantir que as pessoas queiram fazer espontaneamente o que deve ser feito, com autonomia e entusiasmo.

E concluo aproveitando a expressão da língua inglesa great by choice, utilizada por diversos autores norte-americanos, que significa que o líder que tem a intenção de deixar um legado precisa decidir não ser comum, não ser igual a outros, fazer algo mais e ser um ponto fora da curva.

E você prefere ser um líder diretivo que gera resultado em curto prazo ou um líder que empodera a sua equipe?

Decida e deixe seu legado de liderança.

O futuro agradece.

PROF. ADILSON NEVES
Consultor, Escritor, Professor e Palestrante