A Perspectiva Feminina nos Relacionamentos

A Perspectiva Feminina nos Relacionamentos

Autora: Palestrante Cidinha D’Agostino

Em tempos de debates acalorados sobre a igualdade dos sexos, falar sobre as perspectivas das mulheres dentro dos relacionamentos é extremamente pertinente. Sim, a princípio homens e mulheres são todos iguais por conviverem com um desejo incomum: viver verdadeiramente.

O que nos diferencia são os sistemas mentais a que somos submetidos, se quantificamos ou qualificamos, mais ou menos, todas as coisas. A programação neurolinguística explana bem os aspectos dos canais sensoriais definindo a propensão de sermos visuais, auditivos ou sinestésicos.

Boa parte dos conflitos entre homens e mulheres nos relacionamentos – afetivos ou não – poderia ser evitada com o simples ato de desvincular os comportamentos e posicionamentos do outro da esfera pessoal, descartar o “ele [ou ela] fez isso pra mim”. Compreender que os sistemas são diferentes é o melhor caminho para evitar frustrações e sofrimentos desnecessários.

Especialmente se tratando das mulheres… Ah, as mulheres! Tão fortes e tão sensíveis! Tão poderosas e em algumas situações tão indecisas! São assim “algo inexplicável” que, com foco se tornam insuperáveis. São tão especiais pois usam mais o hemisfério cerebral esquerdo, que é lógico, linear, detalhista. Isso lhes dá a capacidade de ver com antecedência, perceber o que é necessário e fazer uso mais apropriado da razão. Esse hemisfério é também verbal e é por isso que as mulheres lidam tão bem com as palavras. São, portanto, auditivas emocionais. Aquilo que ouvem tanto as fazem muito felizes quanto infelizes, dependendo de como e do que foi dito. Assim, gostam de dar e receber atenção, de serem ouvidas e compreendidas, pois da mesma maneira que têm a missão de cuidar gostam também de serem cuidadas e protegidas, numa ideia de companheirismo e união. Sobretudo, as mulheres valorizam a gentileza e a educação, necessitam da sinceridade, ainda que isso as magoem. Se sentem muito inseguras e sobrecarregadas com parceiros sem atitudes, aqueles que as deixam escolher e decidir tudo sozinhas.

Entretanto, é importante compreender que relacionamentos perfeitos não existem. É necessário que observemos a cada dia as qualidades de quem convive conosco para superarmos possíveis “defeitos”. De qualquer forma, a escolha é sempre nossa, e quando entendemos que o que nos acontece é reflexo das visões mais íntimas que temos de nós, das pessoas e das coisas, nos empoderamos a fazer as devidas mudanças.

Dessa forma, é conveniente lembrar que, involuntariamente, as mulheres esperam atenção para se sentirem aceitas enquanto os homens buscam o reconhecimento para se sentirem aprovados. Quando acontece essa troca, acontece também o equilíbrio, a harmonização e a sintonia necessários para uma boa convivência.

CIDINHA D’AGOSTINO
Psicoterapeuta Holística, Terapeuta Emocional e Palestrante