A Mobilidade no Futuro do seu Negócio

A Mobilidade no Futuro do seu Negócio

Autor: Palestrante Fernando Lemos

As tecnologias dos aplicativos móveis estão definitivamente no dia a dia das pessoas. Mas é muito importante perceber aqui o quanto ela pode ser um diferencial importante no universo corporativo também.

Depois de vencer a barreira de aproximar as pessoas dos computadores, a Tecnologia agora se volta a aproximar os gadgets, ou dispositivos tecnológicos, das pessoas, com o desafio de estar presente em quase todos os momentos.

Vivemos um momento de mobilidade tecnológica, onde os Sistemas Operacionais embarcados em telefones celulares inteligentes e dispositivos diversos, permitem que se desenvolva inúmeras possibilidades nessa linha.

Mas essa história não é tão recente assim. O “embrião” dos smartphones como conhecemos hoje, veio de uma iniciativa da IBM, em 1993, com o lançamento do Simon, um aparelho celular que ao invés de botões trazia uma tela sensível ao toque e ícones que executavam aplicações básicas como lista de contatos, calendário, relógio, calculadora e até alguns jogos. Mas ainda caro para chegar às pessoas.

Apenas 9 anos mais tarde, a RIM laçava o BlackBerry, com o intuito de massificar, em um apelo importantíssimo para a época: o acesso wirewless otimizado para e-mails.

Desde então a mobilidade tem sido muito forte nas questões da comunicação. E-mails, mensageria direta e games interativos são consumidos cada vez mais.

De olho nesse mercado, os principais provedores de Sistemas para smartphones, abriram em 2008 seus Market Places para possibilitar a venda direta de aplicativos móveis. APP Store para iOS e Google Play para Android.

O sucesso foi tanto que ambos, com menos de 1 ano de existência, já contabilizavam mais de 1 bilhão de downloads de aplicativos, entre pagos e gratuitos.

Impacto ainda maior em 2010 com o lançamento do iPad pela Apple, renovando um conceito anterior de tablet que dessa vez atingiu em cheio pessoas que já se acostumavam com a mobilidade, se transformando também em um grande sucesso.

E, como tudo nessa área, inúmeros novos modelos de tablets surgiram. E o mais importante: para todos os bolsos. O que faz esse Mercado crescer a cada dia.

Começa aqui, então, a união do universo pessoal com o corporativo.

Os aplicativos móveis trazem a facilidade da sua implementação simples associada a qualidade e velocidade na obtenção da informação. Em um mundo onde tudo precisa ser rápido.

Por isso é importante se considerar levar também a empresa para esse universo.

A tecnologia cada vez mais aproxima as pessoas. Integra, segmenta e massifica, com a mesma força. Por isso é importante, na minha opinião, se analisar essa realidade de uma maneira diferente. Entender que cada vez mais o universo corporativo se mistura ao pessoal, especialmente nas questões da comunicação e relações comerciais.

Afinal, o cliente externo, que é o objetivo principal, acima de tudo é uma pessoa. Se ainda não está conectado a essas tecnologias, estará muito em breve.

É importante que os gestores das corporações atentem para o poder de comunicação dos aplicativos móveis e da importância de se ter um aplicativo da sua marca mesmo que para fins institucionais, que não envolvem venda direta.

Hoje desenvolve-se aplicativos móveis para várias frentes e segmentos. Educacionais, institucionais, e-commerce, científicos, acesso à informação, jogos, entretenimento em geral, pessoais, profissionais e uma infinidade de setores que podem fazer dessa, mais uma frente de comunicação, e que em pouco tempo deve se transformar na mais importante.

Um exemplo forte de como os aplicativos estão se tornando soluções claramente percebidas pelos consumidores e empresas.

Por isso é importante estar nesse universo. Por questões de Marketing e também para a agilidade nos processos operacionais e de Vendas.

Várias indústrias mobilizam seus times de vendas. Com o desenvolvimento de aplicativos móveis internos e a facilidade da sua integração com os sistemas corporativos das linhas de negócios e web applications, agora é possível se atender a todo o processo de vendas a partir de tablets, smartphones e gadgets específicos. Agilizando cada vez mais o atendimento ao cliente, a gestão das informações, a logística e a entrega.

Para desenvolver um aplicativo móvel é importante considerar seus mercados consumidores. Assim como os títulos dos games nas diversas consoles, os aplicativos móveis também devem ser desenvolvidos em função da plataforma que interessar.

iOS e Android chegam hoje a aproximadamente 94% dos dispositivos no mundo todo. Com custos mais baixos, gadgets que rodam Android já são responsáveis hoje por quase 20 bilhões de downloads de aplicativos da Google Play.

Segundo análise do IDC sobre o terceiro trimestre de 2013, o sistema Android já está presente em 81% dos smartphones. O iOS, mais lucrativo, mas com crescimento mais lento, está em 13% dos dispositivos.

Em paralelo, Windows Phone da Microsoft, mesmo alavancado pela Nokia, tem uma participação de apenas 3,6%. E o BlackBerry sustenta apenas 1,7% do market share.

Muito importante definir bem a estratégia de marketing para o seu aplicativo enquanto produto. Ao contrário do dizer popular, no universo dos aplicativos móveis o que não tem preço pode ter sim muito valor. Está comprovado que a percepção do consumidor é tocada pela qualidade e referências sobre os aplicativos. Independente do seu preço, mas que normalmente deve ser baixo. Na APP Store por exemplo, por volta de 90% dos aplicativos pagos tem preços até 4.99 US$.

Estados Unidos, Coréia do Sul, Índia e Brasil são, nessa ordem, os campeões de downloads no Google Play. Enquanto que na App Store, Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido.

A categoria mais procurada é a dos games, com quase 40% dos downloads. Sendo também a mais lucrativa, com 80% do faturamento na Google Play e 70 % na APP Store.

Na sequência entre os mais baixados estão os aplicativos voltados a comunicação, ferramentas entretenimento e Redes Sociais.

Em um Mercado aquecido em um nível como nunca se viu antes, a tendência aqui é uma incógnita.

Mas é possível arriscar. Analistas do setor concordam com a probabilidade de, até o final de 2016, termos por volta de 44 a 45 bilhões de downloads de aplicativos móveis. A mensageria através dos aplicativos deve superar o volume da mensageria tradicional, com mensagens de texto. Ou seja, o aplicativo falando com a pessoa.

Acima de 70% dos usuários de smartphones terão instalados e em uso aplicativos relacionados a marcas empresariais e por volta de 60% das empresas terão desenvolvido o seu.

Com uma Tecnologia tão interessante e um Mercado desse tamanho, dá para ficar de fora?

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FERNANDO LEMOS
Estrategista em Tecnologia, Inovação e Transformação Digital e Palestrante