A Arte de Ser Feliz

A Arte de Ser Feliz

Autora: Palestrante Iracy da Costa

Tornar-se um SER Feliz no mundo em que habitamos é possível, desde que estejamos dispostos verdadeiramente a nos tornarmos artistas das nossas vidas.

Viver é uma ARTE, portanto ser feliz ou infeliz também o é.

O artista é um ser capaz de transformar matérias brutas em obras de beleza e significados múltiplos; de usar o que está ao seu alcance para representar a beleza ou para expressar sentimentos.

Ao olhar de um artista tudo é matéria prima com potencial de transformação. Mesmo em meio ao que comumente não vemos beleza. Para um artista ela, a BELEZA, apenas precisa ser mostrada, desvela.

Esta capacidade não é um privilégio de alguns, ela está latente em toda a raça humana. Nos distinguimos das demais espécies pela nossa capacidade de raciocinar, de ir além do simples instinto. Então por que a maioria se conforma em repetir as mesmas experiências, com as mesmas técnicas, se já comprovamos que elas não nos levam a um estado desejado?

Devemos nos perguntar: o que os estados de sofrimento nos entregam ou nos retiram, que ainda não fomos capazes de nos libertar deles? Medo do desconhecido? A evolução nos assusta?

Sim, é verdade que a velocidade das mudanças sociais, econômicas e culturais dos últimos séculos, especialmente do último, parece não nos dar tempo de assimilar o que está acontecendo. Nos tornamos “incompetentes” para dar conta de tantas mudanças que trazem em seu seio o desconhecido.

“Incompetentes” sim, mas não “incapazes”. Qual a diferença? Incompetência, vem da falta de competência que pode ser adquirida, desenvolvida. Incapacidade vem da falta de algo essencial para exercer o que se deseja (Ex.: alguém que perdeu o movimento das pernas é incapaz de andar usando as próprias pernas).

A velocidade das mudanças não está apenas no meio em que vivemos, marcado pelo desenvolvimento tecnológico, pelos meios de comunicação, mas também na evolução da raça humana. Segundo alguns estudiosos estamos nos transformando nesta mesma velocidade. As já tão faladas gerações X, Y e Z. E, já se fala em geração XZ e Geração Alfa. A verdade é que todas as tentativas de explicar e diferenciar estas gerações apontam para um único ponto: a evolução da espécie humana que apresenta novas formas de ver a realidade, que constrói o novo e melhora o que já existe, utiliza e dá novas funções ao que já foi construído nas gerações anteriores. Seu comportamento tem origem nas mudanças fisiológicas, psicoemocionais e neurológicas, pois não é apenas o meio e os seus recursos que são diferentes, mas estes refletem a capacidade diferenciada de seus criadores e usuários. São de fato “de outra geração”.

É natural que estejamos vivendo conflitos existenciais cada vez mais profundos e aparentemente difíceis ou impossíveis de serem superados. O espaço cronológico que divide as últimas gerações não é proporcional ao tamanho das diferenças fisiológicas, psicoemocionais e neurológicas, bases para uma nova “ordem” existencial.

Não cabe aqui discorrer sobre estas mudanças do ponto de vista científico. O que me cabe é dizer que acredito que desde que estejamos dispostos a aprender e reaprender, seremos capazes de encontrar um ponto de equilíbrio que é a base de uma vida feliz e harmoniosa.

Portanto, A ARTE DE SER FELIZ, consiste em conhecimento e aceitação da ordem universal de que tudo está em constante mudança. Além, claro, da empatia. “Nada é permanente, exceto a mudança”. Heráclito 535 a.C. – 435 a.C.

Se estivermos dispostos em buscar conhecimentos e abertos ao novo, desenvolveremos a capacidade, tal qual um artista, de transformar as relações entre os seres humanos e os demais seres do planeta, de conflito à harmonia e assim estabelecer uma nova ordem de convivência, muito mais saudável e tranquila.

Ser Feliz é uma Arte que, além de talento, que todos enquanto seres conscientes já o possuímos, precisa de estudo para aprimoramento. Assim como o valor e a beleza do diamante só podem ser revelados se polidos, a nossa capacidade de entender o mundo e estabelecer novas formas de convivência só é possível através do conhecimento, da aceitação e da empatia.

Iracy Jacinta Chaves da Costa

Palestrante e Coach.

IRACY DA COSTA
Palestrante